Lara Vaz-Tostes

Um lugar para quem escreve com o corpo e escuta com a pele.

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  • Sim, minha alma. Ela tentou ser sombra. Tentou calar para caber.Tentou se dobrar para não ser demais. Tentou ser borda, ausência,recuo. Mas a tentativa foi interrompida – por um gesto íntimo deescuta. Não há como ser silêncio perpétuo. Há como ser silênciomomentâneo. E isso… é mais que válido. Agora, já não fujo de mim.Vamos, meus…

  • Nem sempre o que nos forma é o que o mundo vê.Às vezes, o que nos escreve é o que ninguém soube nomear.Fui ausência para muitos.Mas, para mim, fui presença intensa — ainda que calada. Houve um lugar onde meu corpo dobrado dizia mais que palavras.Onde ser demais não era excesso, mas essência.Ali, sem moldura,…

  • Veio antes da linguagem. Não era nome. Era denso. Era dentro. Morno. Ela não sabia se era parte de si ou um corpo alojado. Mas pulsava como se fosse dela. Sem utilidade. Sem finalidade. Com função. Ela não o chamava. Mas sentia quando acordava — porque a respiração vinha torta. A pontada não era dor.…

  • Me olhavam. Mas não tinham rosto. Então entendi: era eu, sem ter ainda nascido de mim. ✍️

  • Às vezes, começo a escrever como quem deixa a porta entreaberta.Não sei quem vai passar.Nem se alguém virá.Mas gosto da ideia de que as palavras, quando sinceras, fazem vento.Escrevo porque não sei outra forma de existir senão tentando nomear o que ainda não se explicou.Às vezes, a palavra vem antes da compreensão. Às vezes, vem…

  • Me chamo Lara Vaz Tostes. Sou escritora, poeta e, aos poucos, pesquisadora. Nasci em Minas Gerais e me formei em Direito pela UFMG, mas foi na literatura que encontrei um lugar possível de existir — um lugar onde o que sinto não precisa caber em lógica, apenas em presença. Escrevo porque preciso. Porque, desde cedo,…