Lara Vaz-Tostes

Um lugar para quem escreve com o corpo e escuta com a pele.

Sim, minha alma. Ela tentou ser sombra. Tentou calar para caber.
Tentou se dobrar para não ser demais. Tentou ser borda, ausência,
recuo.

Mas a tentativa foi interrompida – por um gesto íntimo de
escuta.

Não há como ser silêncio perpétuo. Há como ser silêncio
momentâneo. E isso… é mais que válido.

Agora, já não fujo de mim.
Vamos, meus eus: à luta, aos silêncios, e – ao final – à coragem de existir.


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