Encontrei um objeto que não era coisa.
Melhor, não era objeto.
Não brilhava, mas iluminava. Não fazia som, mas quebrava o silêncio com um lirismo em ondulação.
Era pequeno, mas não cabia em minhas mãos.
Era vento, mas não passava como brisa.
Era fogo mas não queimava. Era água mas não molhava.
Era pessoa mas não tinha corpo.
Era alma mas sem espírito. Era o quê?
Toquei sem encostar,
senti sem os sentidos. Penetrou em mim sem entrar, e fui ser.
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