Sou Lara, escritora por necessidade de sentido e escuta. Tenho 27 anos, venho do interior de Minas, e desde criança fui atravessada por palavras que pareciam dizer o que eu ainda não sabia pensar.
Formei-me em Direito, mas foi na literatura — e especialmente na escuta da neurodivergência — que encontrei o lugar onde meu corpo e minha mente se alinham em silêncio.
Escrevo porque preciso transformar ausência em presença. Leio para lembrar que há beleza mesmo na dor.
Meus textos nascem entre o rigor e o afeto, entre o símbolo e a pele: acredito na escrita como travessia, abrigo e possibilidade de mundo.
Tenho especial carinho pela literatura que fala daquilo que não costuma ser dito: o que dói sem nome, o que pulsa sem forma. Me interesso profundamente por narrativas que acolhem a complexidade de ser — sobretudo quando essa complexidade é também diferença.
Acredito que escrever é escutar o que o mundo ainda não ouviu. E é isso que me move.
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